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Guia · 10 min de leitura

OWASP Top 10:2025 explicado em português

As 10 categorias de risco da lista OWASP 2025, o que mudou desde 2021, um exemplo real de cada uma em aplicações web e com Supabase, e como cada uma é testada em uma auditoria.

Por Equipe Salak Security · Atualizado em 31 de outubro de 2026

Neste guia
  1. O que é o OWASP Top 10
  2. O que mudou desde 2021
  3. A01: Controle de acesso quebrado
  4. A02: Configuração insegura
  5. A03: Falhas na cadeia de suprimentos
  6. A04: Falhas de criptografia
  7. A05: Injeção
  8. A06: Design inseguro
  9. A07: Falhas de autenticação
  10. A08: Falhas de integridade de software ou dados
  11. A09: Falhas de registro e alerta
  12. A10: Tratamento incorreto de condições excepcionais
  13. Como a lista entra em uma auditoria
SoluçãoSites e aplicações webVer →

O que é o OWASP Top 10

O OWASP Top 10 é a lista dos riscos de segurança mais críticos em aplicações web, mantida pela OWASP, uma fundação sem fins lucrativos. É a referência mais usada em auditorias, contratos e certificações, e a versão 2025 é a primeira atualização desde 2021.

A lista não é um checklist completo: é o mínimo que toda auditoria precisa cobrir. Cada categoria reúne dezenas de falhas específicas (CWEs).

O que mudou desde 2021

Duas categorias novas, uma que deixou de existir e várias mudanças de posição. A maior mudança de leitura: configuração insegura subiu para o segundo lugar, e a cadeia de suprimentos (dependências, build e pipeline) virou categoria própria.

Categoria20212025
Broken Access ControlA01A01, agora inclui SSRF
Security MisconfigurationA05A02
Vulnerable and Outdated ComponentsA06A03, ampliada para Software Supply Chain Failures
Cryptographic FailuresA02A04
InjectionA03A05
Insecure DesignA04A06
Identification and Authentication FailuresA07A07, como Authentication Failures
Software and Data Integrity FailuresA08A08
Security Logging and Monitoring FailuresA09A09, como Logging and Alerting Failures
Server-Side Request Forgery (SSRF)A10Deixou de ser categoria própria
Mishandling of Exceptional Conditions—A10, nova

A01: Controle de acesso quebrado

Broken Access Control

O sistema deixa um usuário ver ou fazer o que não deveria.

Exemplo: Trocar o ID na URL (pedido 1042 por 1043) e ver o pedido de outro cliente. Tabela do Supabase sem RLS.

Como é testada: Matriz papel × recurso × ação com usuários reais de cada perfil; troca de IDs em toda requisição.

A02: Configuração insegura

Security Misconfiguration

Padrões inseguros, recursos desnecessários ligados, cabeçalhos ausentes.

Exemplo: Source maps publicados, CORS aberto para qualquer origem, painel de administração exposto.

Como é testada: Leitura do build publicado, cabeçalhos, CSP, CORS e TLS; revisão da configuração da nuvem.

A03: Falhas na cadeia de suprimentos

Software Supply Chain Failures

Dependências, ferramentas de build e pipeline comprometidos ou vulneráveis.

Exemplo: Pacote npm com vulnerabilidade conhecida; ação do GitHub referenciada por tag que pode mudar.

Como é testada: Análise de dependências confirmando se a função afetada é usada; lockfile; ações fixadas por hash; SBOM.

A04: Falhas de criptografia

Cryptographic Failures

Dado sensível sem proteção em trânsito ou em repouso, ou algoritmo fraco.

Exemplo: Backup do banco sem criptografia; senha guardada com hash rápido sem salt.

Como é testada: TLS, criptografia em repouso, armazenamento de senhas e gestão de chaves.

A05: Injeção

Injection

Entrada do usuário interpretada como código ou comando.

Exemplo: SQL montado com texto do usuário; XSS em comentário exibido sem escape.

Como é testada: Cada entrada rastreada até o destino (banco, tela, shell, URL) por análise estática e testes.

A06: Design inseguro

Insecure Design

Falha na regra de negócio, não no código.

Exemplo: Cupom aplicável infinitas vezes; reset de senha que não expira.

Como é testada: Modelagem de ameaças por fluxo crítico e casos de abuso.

A07: Falhas de autenticação

Authentication Failures

Login, sessão e recuperação de conta frágeis.

Exemplo: Login sem limite de tentativas; sessão que continua válida após o logout.

Como é testada: Fluxos de login, token, reset, MFA e logout testados um a um.

A08: Falhas de integridade de software ou dados

Software or Data Integrity Failures

Código ou dados aceitos sem verificar a origem.

Exemplo: Webhook de pagamento aceito sem conferir a assinatura; workflow que roda código de forks com segredos.

Como é testada: Assinaturas de webhook, integridade do pipeline e de atualizações.

A09: Falhas de registro e alerta

Security Logging and Alerting Failures

Ataques que não deixam rastro nem disparam alerta.

Exemplo: Mil tentativas de login sem nenhum registro; leitura em massa de dados sem alerta.

Como é testada: Eventos de teste que precisam aparecer no log e disparar alerta.

A10: Tratamento incorreto de condições excepcionais

Mishandling of Exceptional Conditions

Erros e situações inesperadas tratados de forma insegura.

Exemplo: Erro que devolve o stack trace e a consulta SQL; falha na verificação que libera o acesso em vez de negar.

Como é testada: Entradas inválidas, limites e falhas de dependências, conferindo que o sistema nega por padrão e não vaza detalhe.

Como a lista entra em uma auditoria

Na Salak, cada categoria é testada por pelo menos duas técnicas diferentes (por exemplo, análise estática e teste com usuários reais), e cada achado do relatório traz a categoria OWASP e o código CWE. O método mostra as 16 técnicas e onde cada categoria é coberta.

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